sábado, 26 de septiembre de 2009

tudo aquilo, nada disso.

Pois é, de repente, quando nos damos conta que a ficha caiu, que realmente caiu, é quando abrimos os olhos pra um mundo, que tudo o que havia na hora que o fechamos não está mais ali.
Tudo aquilo.
Nada disso.
Você também vê que o nada não é tão nada assim. É impressionante a descoberta das tantas coisas que trazemos conosco, algumas das quais nem nos lembrávamos de querer trazê-las na bagagem. Mas é inevitável. De repente, lá surgem. Naquela mescla do outrora com o agora. E a gente não sabe onde as coloca.

Aquela ficha caiu quando num belo dia eu estava atravessando a rua. Eu parada, esperava. O sinal então ficou verde. Eu atravessei. Me dei conta que havia chegado no outro lado. E caiu a ficha que era o outro lado do Atlântico.
Quiça já havia se passado quase um mês, ou estava quase lá. A partir daquele dia me dei conta que eu seria uma pessoa daquele momento e daquele lugar. A saudade ia existir sim, mas não ia me privar do ali e do agora.
E assim foi. Uns dos melhores seis meses da minha vida.

Hoje, lembro-me bem. Mas também consciente do meu aqui e agora. A realidade da desigualdade e diversidade brasileira que muito precisa de luta e mudança.
Lembro-me bem também daqueles dias paraibanos. O choque da sabrina-recém-europa com a sabrina-atual-nordeste. O descobrir neles a amizade. Ganhar companheiros. Aumentar as irmãs. Conquistar um coração.

Mas agora, a ficha já caiu, dessa vez não demorou um mês não. E os olhos do agora não são os de outrora. Não mesmo.

domingo, 20 de septiembre de 2009

después.

Não, não conseguimos abraçar o mundo. Até tentamos, mas uma hora percebemos que ou deixamos coisas pela metade, ou nos frustramos por não conseguir chegar onde queríamos. Descobrimos tantos percalços pelo caminho, no inacreditável do presente, que sem darmos conta, sobrepõem-se aos ideais do que era o acreditável do futuro. E cada vez mais distante, situa-se o ideal freiriano de "tornar possível amanhã o impossível de hoje".
Como sempre digo, e o faço mais uma vez, essas são apenas palavras enquadradas num plano teórico. Ainda me encontro longe de conseguir efetivar minhas palavras-ideias com minhas falas-ações. Sou extremamente mais centrada naquele no que neste. E cada vez que tento transpor para este, não raro é a decepção. O terreno das ideias é mais esperançoso, parece mais fértil. O que nos conta é o que lemos, aprendemos e acreditamos. Mas sua aplicação, que envolve um terreno profundo, bem mais profundo, às vezes custa-nos acreditar que possa existir alguma fertilidade ali.


Enfim, estive retraída. Não sei se talvez tenha percebido algo não natural. Algo receoso. Algo calado. Algo aquele(a) que não, não supero. E acho que nem desejo que assim o seja.
Mas, inevitavelmente, me supera e me escapa ao controle. Se eu pudesse apenas me centrar no momento presente. Se eu pudesse manter a cabeça ali. Mas não. Duas mentes que vagam e divagam por vários cantos, muito além dos entre quatro paredes.
E quando penso, penso e finalmente chega a vez da conclusão, eis que me surge mais uma vez. E retrocedo. E cedo.
E depois? Depois, bom, até qualquer hora.

all at once.

All at once, the world can overwhelm me
There's almost nothing that you could tell me that could easy my mind.
Which way will you run? When it's always all around you
And the feeling lost and found you again, a felling that we have no control.

sábado, 19 de septiembre de 2009

maybe one day...

we could make the difference.
we could see the difference.
we could be different.

meanwhile, we're just thinking we can change. are we?

sábado, 5 de septiembre de 2009

desaliento.

desaliento.
Decaimento del ánimo, falta de fuerzas o ganas de hacer algo.

viernes, 4 de septiembre de 2009

paciencia.

Mesmo quando tudo pede um pouco mais de calma. Até quando o corpo pede um pouco mais de alma. A vida não para. Enquanto o tempo acelera e pede pressa. Eu me recuso, faço hora, vou na valsa. A vida é tão rara.

martes, 1 de septiembre de 2009

vestigio.: recuerdo, señal o noticia que queda de algo pasado.

Lembro daquele livro, que fez tanto sentido naquele momento e naquele lugar. Um trecho dizia da dificuldade de nos expressarmos, uma vez que o fato sentido é processado pelo pensamento e traduzido em linguagem. E talvez, ao passar pela tríplice sentimento-pensamento-linguagem, o produto formado não seja tão fidedigno àquele que o formou. Dizia também que poucas pessoas conseguem se expressar tão bem, pois nem sempre se consegue transpor tais barreiras do fato até a palavra. E mais que isso, dizê-las. Transferí-las. Compartilhá-las.
Minha capacidade de organizar ideias é infinitamente maior por meio da escrita que por meio da fala. Acho que (in)conscientemente tenho a certeza de poder apagar e voltar, refazer até que me agrade. Mas minha inquietação hoje é: Como transpor para a linguagem algo desconhecido do pensamento, e incerto ao sentimento?

Uma vez lhe disse que eu, no fundo, não acreditava. Hoje, porém, não restrinjo simplesmente à descrença. Acredito que existe, mas não que permaneça, não de forma imutável. Nada é estável. Nada é duradouro. Uma vez que ali está, nos é incerto até quando e até onde. Talvez esse seja o pano de fundo da minha filosofia carpe diem, de viver o momento presente. Porém, um carpe diem adaptado, pois hoje, mais que nunca, afirmo que há momentos presentes que deixam vestígios. E que, apesar de agora não serem mais presentes, tais vestígios repercutem no 'novo presente', que por sua vez, não é mais tão 'puro e simplesmente' o presente em si.