voltei a sentir o chão, a terra, o vento, o suor, a água e o sol.
fiz o de sempre não parecer o de sempre, tive vontade.
tive fome.
dei plantão.
ouvi sua voz.
acho que to voltando a ser eu. me reconhecendo nas coisas que gosto.
vida que segue, seguimos.
sábado, 21 de julio de 2018
viernes, 20 de julio de 2018
respuesta.
Um dia você me disse pra escrever sobre mim, e eu não sabia nem por onde começar. Hoje, eu tô aqui pensando várias coisas ao mesmo tempo. Umas delas é o por quê cheguei onde cheguei. Pensei que me cobro por estudar e ser uma boa médica. Me cobro por trabalhar e ser uma boa enfermeira. Me cobro por não representar tanto peso aos meus pais pagando a faculdade e me recebendo de novo em casa. Me cobro por ser presente na família. Me cobro por estar com meus amigos quando eles contam comigo. Me cobro por você em tanta ausência em tão pouca presença. A balança vai pesando. Cada cobrança é um peso que vou colocando sem aumentar a força pra carregar. Sem pedir ajuda pra dividir o peso. Sem parar para reorganizar o que vai, o que fica. Sem se equilibrar. Aí a chance de cair é muito grande.
De duas uma. Cai, fica. Cai, levanta. Mas nem sempre é tão simples assim. Uma coisa boa de cair: olhar pra tudo o que você tava carregando. Que de tão acumulado, eu já nem sabia mais o que tinha ali.
Hoje, eu penso: de algum jeito eu vou chegar. Também não é que agora eu comecei a ver tudo lindo e promissor e vou pular de cabeça na vida. Não. Sei o quanto é pesado. Sinto todo dia. Todo. Todas as cobranças ainda existem. Todas as incertezas, dúvidas e medo também. Mas escutar alguém te dizer na cara (e olha que eu me julgo tão realista) 'Não, seus problemas não vão acabar. Inclusive, piorem. Olha como você tá hoje. Se continuar assim, como você vai estar daqui 4 anos? Tudo o que você me disse que mudou do ano passado pra esse só tende a piorar mais. Mais estudo, mais trabalho, mais responsabilidade, menos tempo'. Foi um chacoalhão na consciência.
Uma vez eu parei também quando caí. Foi há 3 anos. Me vi e pensei: 'Quem serei eu daqui 10 anos do estado que estou hoje?'. Foi quando levantei procurando 'pedras' novas. Deu certo as duas que eu queria. Estudar o que queria e trabalhar onde queria. Só não sabia que o mais difícil não seria conciliá-las, mas equilibrá-las. Minhas bases são minha família e minha religião. Meu trabalho e meu estudo são meus braços. Minha cabeça tá sempre olhando pra baixo pra eu ver onde eu piso sem cair. E eu esqueço de olhar pra frente. Sei que tô andando, mas não sei pra onde. Sei que às vezes você segura na minha mão mas eu tenho medo pra onde vai me levar. Às vezes você até tenta levantar minha cabeça, mas o peso pra baixo é maior.
Desculpa as vezes que fiz você me puxar, muitas vezes me segurar pela mão e tentar levantar minha cabeça. Desculpa te fazer sentir frustado quando você não conseguia. Ou te fazer sentir sozinho mesmo ali do meu lado.
Sei que não sei o dia de amanhã. Quero que saiba que tô me reequilibrando. Tô me alinhando e tentando deixar a cabeça erguida. Tô tentando olhar pra frente. E sejamos sempre sinceros, seja pra apertar a mão forte ou até pra saber a hora de soltar.
De duas uma. Cai, fica. Cai, levanta. Mas nem sempre é tão simples assim. Uma coisa boa de cair: olhar pra tudo o que você tava carregando. Que de tão acumulado, eu já nem sabia mais o que tinha ali.
Hoje, eu penso: de algum jeito eu vou chegar. Também não é que agora eu comecei a ver tudo lindo e promissor e vou pular de cabeça na vida. Não. Sei o quanto é pesado. Sinto todo dia. Todo. Todas as cobranças ainda existem. Todas as incertezas, dúvidas e medo também. Mas escutar alguém te dizer na cara (e olha que eu me julgo tão realista) 'Não, seus problemas não vão acabar. Inclusive, piorem. Olha como você tá hoje. Se continuar assim, como você vai estar daqui 4 anos? Tudo o que você me disse que mudou do ano passado pra esse só tende a piorar mais. Mais estudo, mais trabalho, mais responsabilidade, menos tempo'. Foi um chacoalhão na consciência.
Uma vez eu parei também quando caí. Foi há 3 anos. Me vi e pensei: 'Quem serei eu daqui 10 anos do estado que estou hoje?'. Foi quando levantei procurando 'pedras' novas. Deu certo as duas que eu queria. Estudar o que queria e trabalhar onde queria. Só não sabia que o mais difícil não seria conciliá-las, mas equilibrá-las. Minhas bases são minha família e minha religião. Meu trabalho e meu estudo são meus braços. Minha cabeça tá sempre olhando pra baixo pra eu ver onde eu piso sem cair. E eu esqueço de olhar pra frente. Sei que tô andando, mas não sei pra onde. Sei que às vezes você segura na minha mão mas eu tenho medo pra onde vai me levar. Às vezes você até tenta levantar minha cabeça, mas o peso pra baixo é maior.
Desculpa as vezes que fiz você me puxar, muitas vezes me segurar pela mão e tentar levantar minha cabeça. Desculpa te fazer sentir frustado quando você não conseguia. Ou te fazer sentir sozinho mesmo ali do meu lado.
Sei que não sei o dia de amanhã. Quero que saiba que tô me reequilibrando. Tô me alinhando e tentando deixar a cabeça erguida. Tô tentando olhar pra frente. E sejamos sempre sinceros, seja pra apertar a mão forte ou até pra saber a hora de soltar.
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