miércoles, 30 de junio de 2021

se.

vou viver como se você não existisse. 

miércoles, 16 de junio de 2021

carta dos dez valores que eu quero tentar.

1. não gritar.

2. não ofender.

3. não fazer ao outro o que eu não gostaria que fizessem à mim.

4. se organizar.

5. tirar um tempo para si.

6. pedir ajuda.

7. pedir desculpa.

8. aceitar o erro.

9. não ter medo de errar.

10. não se isolar.

viernes, 11 de junio de 2021

doze de junho.

amanhã é aniversário da minha mãe e eu acho que a gente nunca a agradeceu de verdade por tudo que ela fez. pensei em escrever algo sobre erros e acertos, mas aprendi que a gente não precisa estar sempre certa, e é por isso que estamos aqui na vida. e minha mãe me ensinou tanto que só hoje, e ainda pouco, eu consigo ver. 

hoje acordei, como há muito tempo não acordava. tomei banho com o presente de sabonete e bucha que ela me deu e parecia que era a primeira vez na vida que eu tomava banho de tão gostoso que foi. nossa mente é muito maluca, mesmo. nos acostumamos tanto com o mesmo, e o deixamos de ver uma hora. e quando o percebemos de verdade, é incrivelmente incrível. 

tá frio, mas tô com o corpo quente. e tá tudo bem. não tá certo, mas tá tudo bem.

me encanta esa canción.


doze de maio, insta, 21´.

e hoje eu amanheci triste. era o primeiro dia da enfermagem que eu não estava trabalhando. depois de 10 anos, aquele era o primeiro que eu não passava como enfermeira. enfermeira que sou desde o dia que vesti a beca e chorei  no juramento que a gente defenderia a vida e o paciente pro resto da nossa vida. e hoje, de manhã, engoli o choro umas vezes. respirei fundo. eu tentava me confortar e pensar: tá tudo bem, é só mais um passo na minha vida. e pensava em tudo o que a enfermagem me deu até hoje pra que eu pudesse chegar onde eu tava. e aí, eu que amanheci triste, ganhei um presente de dia do enfermeiro: meu primeiro parto normal de verdade, ao lado de uma enfermeira e de uma médica. e eu, meio médica meio enfermeira, bem ali no meio das duas. segurei e dei as boas vindas à eliza, uma bebê que acabava de chegar à esse mundo. ali, eu soube que o universo me dizia que eu não precisava ficar triste, que tava tudo bem e meu caminho tava certo. que era pra eu continuar com amor, a fazer o que eu tinha aprendido a fazer até hoje, independente do papel que eu ocupe. 

obrigada equipe da G.O. por serem pessoas incríveis e transmitirem essa força e sensibilidade que vcs têm. obrigada enfermagem por me fazer ser quem eu sou até hoje. e obrigada a todas as crianças que eu já pude estar no caminho, seja vendo vocês abrirem os olhos pela primeira vez ou fechando pela última. cada uma de vocês tem um nome e uma história. a gente só faz parte de um trecho, quem as escreve são vocês.

obs: era um rascunho pro texto do insta, mas decidi deixar registrado aqui, pra eu sempre me lembrar do doze de maio.