em pleno carnaval, me sinto num fim de semana qualquer. mas isso não implica necessariamente num dado negativo. afirmo e reflito: vejamos, não nego também que eu gostaria de estar viajando, só por estar fora do meu mundo um pouco e extravasar mundos alheios. beber um pouco, jogar conversa fora, rir e deslocar meu eixo de sustentação um pouco fora do padrão-rotina-todo-dia. me faria bem. mas não me sinto mal sentada aqui no meu sofá, ouvindo o sino da igreja ao lado bater às seis da tarde, o céu meio nublado e um pouco frio lá fora, e minha casa tal qual está. tive um conversa boa com meu pai hoje. tentei algum tipo desta com minha mãe, sem muito sucesso (o que não é tão pouco novidade). vi minha irmã chegar, a outra sair. e aqui permaneço.
há um ano acampava num ótimo contato com a natureza.
há dois anos estava do outro lado do atlântico vendo as crianças curtirem a inocência do carnaval com suas fantasias e serpentinas na praça.
há três pulava e desfilava no interior de são paulo.
e hoje, em meio à tanto trabalho ao longo da semana, agradeço e me sinto bem simplesmente por estar deitada no sofá e não ter hora para acordar, almoçar, nem entrar e sair do hospital. e, quem disse que não, curtindo o carnaval.