viernes, 9 de abril de 2010
jueves, 8 de abril de 2010
fato.
eu me conheço, reconheço, sei o que sou capaz de fazer e o que não.
de que adianta pedir minha auto-crítica e auto-análise se a avaliação final já está pronta, fechada, engessada. com fatos momentâneos de aqui e ali.
ainda bem que existe algo que chama consciência. e tenho a minha bem limpa do que faço ou deixo de fazer. aprendo ou deixo de aprender.
reconheço sim o que é fato.
e o fato é que nada como um dia após o outro.
de que adianta pedir minha auto-crítica e auto-análise se a avaliação final já está pronta, fechada, engessada. com fatos momentâneos de aqui e ali.
ainda bem que existe algo que chama consciência. e tenho a minha bem limpa do que faço ou deixo de fazer. aprendo ou deixo de aprender.
reconheço sim o que é fato.
e o fato é que nada como um dia após o outro.
martes, 16 de marzo de 2010
medo.
medo do futuro.
medo do que é incerto.
medo do que estamos construindo.
medo do que estamos destruindo.
medo do que é incerto.
medo do que estamos construindo.
medo do que estamos destruindo.
o que é e não é.
Sim, eles mentem. Eles fingem. Eles mascaram.
Fazem-nos acreditar que aquele é o objetivo final, mas na verdade é mais uma estratégia de nos incluir nos números e títulos.
A formação universitária me entristece. O ensino superior me entristece.
Hoje ouvi de uma auxiliar de enfermagem, uma pessoa simples e há muito na prática, que deve ter no máximo seu curso de um ano de auxiliar há um bom tempo, uma frase um tanto quanto profunda. Era uma passagem de plantão, a informação era que não havia sido feito a glicosimetria de tal paciente por falta de fita. Alguém disse: "o hospital não tem dinheiro para comprar fita". E alguém respondeu "é, só tem selo (de qualidade) mas dinheiro não tem". E ela disse, é "o dinheiro é pra comprar o selo".
Pode não ser isso o que aconteça literalmente, mas nas entrelinhas é exatamente assim que ocorre. O que é preciso para se ter o selo? Isso, isso e aquilo. É o que vamos buscar. Existem problemas x, y, z. Sim, mas vamos atrás do título, e depois estas pendências.
Cirurgias adiadas por falta de material, por infecção hospitalar, por ausência de profissional.
Supervisões de estágio que parecem mais confusões de estágio. Há docentes que se salvam. Que conhecem e sabem o que dizem. Têm propriedade para tal. Porém a maioria a única experiência profissional são os estágios na graduação. Que muito, muito, muito pouco se aprende. Se apreende a realidade.
Também reconheço minhas limitações, talvez seja falta de vontade, falta de motivação, ou simplesmente falta de acreditar que um dia tudo será diferente. Poderia atuar mais, talvez sim. Poderia desencanar, estudar por conta, buscar minhas próprias respostas e soluções aos problemas, talvez também.
Nem um, nem outro.
Reconheço, denuncio, às vezes tento, às vezes desisto.
Às vezes, simplesmente digo.
E sigo.
Fazem-nos acreditar que aquele é o objetivo final, mas na verdade é mais uma estratégia de nos incluir nos números e títulos.
A formação universitária me entristece. O ensino superior me entristece.
Hoje ouvi de uma auxiliar de enfermagem, uma pessoa simples e há muito na prática, que deve ter no máximo seu curso de um ano de auxiliar há um bom tempo, uma frase um tanto quanto profunda. Era uma passagem de plantão, a informação era que não havia sido feito a glicosimetria de tal paciente por falta de fita. Alguém disse: "o hospital não tem dinheiro para comprar fita". E alguém respondeu "é, só tem selo (de qualidade) mas dinheiro não tem". E ela disse, é "o dinheiro é pra comprar o selo".
Pode não ser isso o que aconteça literalmente, mas nas entrelinhas é exatamente assim que ocorre. O que é preciso para se ter o selo? Isso, isso e aquilo. É o que vamos buscar. Existem problemas x, y, z. Sim, mas vamos atrás do título, e depois estas pendências.
Cirurgias adiadas por falta de material, por infecção hospitalar, por ausência de profissional.
Supervisões de estágio que parecem mais confusões de estágio. Há docentes que se salvam. Que conhecem e sabem o que dizem. Têm propriedade para tal. Porém a maioria a única experiência profissional são os estágios na graduação. Que muito, muito, muito pouco se aprende. Se apreende a realidade.
Também reconheço minhas limitações, talvez seja falta de vontade, falta de motivação, ou simplesmente falta de acreditar que um dia tudo será diferente. Poderia atuar mais, talvez sim. Poderia desencanar, estudar por conta, buscar minhas próprias respostas e soluções aos problemas, talvez também.
Nem um, nem outro.
Reconheço, denuncio, às vezes tento, às vezes desisto.
Às vezes, simplesmente digo.
E sigo.
viernes, 5 de febrero de 2010
super-ego.
Sou fera, sou bicho, sou anjo e sou mulher.
Minha mãe, minha filha, minha irmã, minha menina.
Mas sou minha, só minha, e não de quem quiser.
jueves, 4 de febrero de 2010
another day.
dia bonito.
o sol realça o colorido lá fora.
o calor nos convida a um ânimo melhor.
a cabeça ainda dói.
não lembro desde quando, até acostumei ao estado doloroso.
mas não incomoda tanto.
amanheci esperançosa hoje.
e um pouco impaciente.
sigo tecendo o tecece.
o sol realça o colorido lá fora.
o calor nos convida a um ânimo melhor.
a cabeça ainda dói.
não lembro desde quando, até acostumei ao estado doloroso.
mas não incomoda tanto.
amanheci esperançosa hoje.
e um pouco impaciente.
sigo tecendo o tecece.
miércoles, 3 de febrero de 2010
tempo.
enterrei um passado ontem.
no velório, algumas reflexões de como se deu o adoecimento e a morte.
sempre esteve doente.
já estava morto muito antes de se confirmar o óbito.
talvez tenha sido foi cremado.
não lembro onde está, nem que formato tinha.
virar cinzas instantaneamente é preferível à decompor-se gradualmente.
sem dúvida, já existiam as cinzas, só faltava sacudí-las.
recebi um sinal ontem.
real, natural, sobre-natural.
o conteúdo exato, numa linha, sem entrelinhas.
talvez o remetente tenha sido eu. você. o universo. os três.
mas era um sinal.
um sim.
no final.
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