não é estranho que saudade seja a sétima palavra do mundo mais difícil de traduzir. por si só, já é dificíl definí-la. tal quanto sentí-la. um aperto de repente, uma vontade de estar em outro lugar que não aquele que você está agora. é fato que ela te impede de vivenciar aquele aqui e agora, a vida tal qual situada e datada (que eu insisto em parafrasear freirianamente). mas eis que lhe ocorre um mero fato e você se depara com pessoas, lugares e momentos que ocupavam o outrora, e não mais o agora. e é este outrora que você nostalgia.
sei que o agora não cederá seu lugar. sinceramente, tampouco quero. quero um agora dinâmico, aquela metamorfose ambulante do dom rauzito que nos surpreende a cada dia.
reconheço, sim, que o contexto é outro, os personagens são outros, o enredo e a trama também. mas bem que algumas cenas podiam se mesclar na atual rodagem, não?
enfim, enquanto isso, nosso corpo ocupa um lugar, e a mente vaga por aí afora. mas logo logo ela volta. o mundo me chama.