martes, 28 de mayo de 2024

fim do scut.

queria ter palavras bonitas que representassem a sensação que eu sinto. não quero romantizar, nem estou de acordo em romantizar as dificuldades, porque exaltar as coisas boas depois que passa é fácil.

mas quero dizer que foi intenso. foi mental e fisicamente exigente. não dá pra ter controle de tudo. e esse é um dos maiores aprendizados. você tenta, mas não dá. e você aceita que não dá. que dá pra tentar ter controle das prioridades. das situações de urgência. das emergências mais ainda. mas controle de tudo? nem de longe. 

o segundo maior aprendizado é: as pessoas com que você está mudam o ambiente que estamos. a porta tá caída, a reta tá um caos. mas quem tá lá, tá lá com você até o fim (mesmo que não tenha fim e a gente tenha que criá-lo em algum momento pra conseguir ir embora). 

o terceiro é: a gente erra. e erramos muitas vezes. e tivemos que aprender com eles. por mais que muitas vezes nossa reação de imediato tenha sido a culpa, a sensação de que "e se eu tivesse feito diferente?". mas tivemos que aprender a colocar o erro num lugar de acolhimento. e foi no meio ao caos, mas juntos, que conseguimos aprender a fazer isso.

internos, R1's, R iguais, R+'s, enf's, chefes, crianças e famílias: meu muito obrigada por passarem comigo nessas 6 semanas. a gente sai com a sensação que há muito ainda que precisa ser feito, melhorado, desenvolvido. mas com a sensação também de que um passo (que parece que foi muito largo) foi dado.

e seguimos. 

domingo, 31 de diciembre de 2023

23 e contando.

23 é meu número desde que eu era criança.

23 foi o ano que eu realizei o sonho de ser pediatra no HC.

23 foi o ano que eu no finalzinho, achei minha nova casa pra começar 24. 

23 eu cansei, sorri, errei, talvez tenha feito menos do que queria, menos do que podia, mas o que eu consegui.

tô feliz que ele existiu e que ele terminou. 

tenho coisas a melhorar, olhar mais pra mim, voltar a me exercitar, a cuidar de mim e da minha cabecinha que não para. 

ei sabrina, te amo. obrigada por existir e me fazer lembrar quem eu sou e minha história, que ainda vc tem muito pra caminhar. que a confiança me acompanhe mais. 


sábado, 24 de diciembre de 2022

vision.

pensei em palavras não clichês pra dizer sobre esse ano, mas me veio gratidão e milagre. mas não queria que soasse clichê porque parece que não abrange a profundidade que foi esse ano. 

terminar o ano com uma aprovação e duas segundas fases. terminar o ano formada. terminar o ano com saúde. terminar o ano com minhas irmãs e minha família. 

terminar o ano continuando o núcleo, as gestantes, as marmitas. tudo aquilo que faz parte de mim e que continua caminhando. 

mas acho que botei visão pra nunca deixar de ver o mundo que me envolve. as belezas que existem mesmo nos caminhos difíceis. e isso foi a tia alzira que me ensinou.

pro ano que vem, levo muito agradecimento. eu nunca imaginei que estaria onde estou. e isso me dá uma felicidade imensa. 

venha 23. venha 35. venha o primeiro de residência. venha o que tiver que vir. e que eu tenha coragem e amor.


miércoles, 16 de noviembre de 2022

moça.

moça
olha só 
o que eu te escrevi:
é preciso força 
pra sonhar 
e perceber 
que a estrada
vai além
do que se vê.

16.11.22
tem dias que é preciso ter esperança. e coragem. e olhar pra si. e saber que é de lá de dentro que tem que ser a mudança e a partida.

domingo, 11 de septiembre de 2022

la voz y el machismo

 O machismo é podre.

É difícil, muito difícil, entender que uma pessoa possa ser julgada por seu gênero. Sentir na pele o peso disso é mais difícil ainda. O machismo contamina o mundo a ponto de reproduzir esse comportamento dominador, excludente, egoísta, individualista, nojento que coloca duas pessoas em lugares diferentes, por algo que, não as mede, mas sim as caracteriza.

O pior ainda, é o machismo presente em decisões individuais, em que a pessoa está e (não sabe que está) sendo machista. Por isso que é podre. Porque tá tão enraizado que a pessoa não se dá conta, não questiona, não consegue nem enxergar o quanto quem pratica o machismo também é produto dessa imposição. Tá tão permeado no campo do imaginário social que não entra à luz da consciência individual. E o resultado disso é reprodução, reprodução, reprodução. De padrões machistas. Por gerações e gerações. Mulheres, mães, esposas, filhas, sendo sempre julgadas por serem mulheres. Sendo desrespeitadas. Por homens, pais, filhos, maridos. 

Um homem acha que uma mulher não quer algo. E ele acha, dentro da cabeça dele. E então ele decide que ele não vai fazer aquele algo. Porque, ele, o homem, detentor da leitura do pensamento e das vontades alheias, entendeu "pela impressão que a mulher passou" que ela não quer. E ele não faz. E se sente orgulhoso disso, que está fazendo certo. E completa o discurso que está fazendo tão certo pq está pensando como a outra pessoa se sente. Está lendo a outra pessoa. E está tão empenhado em ler a outra pessoa que está tentando acertar. Tentando agradar.

Mas é tão errado, tão errado, que essa pessoa, ao se coloca no lugar da outra, não deixa de ser apenas ele mesmo, de ter o seu ponto de vista, de ter a sua própria lente e maneira de ver o mundo. E com isso, ele retira a possibilidade e a individualidade que o outro tem de se expressar. Ele retira o lugar do outro. Ele retira a voz do outro. Ele ignora que o outro é uma pessoa que tem uma leitura do mundo que é própria dela. E diferente da sua. Ele exclui o lugar que a pessoa tem de sentir a própria dor. De ter a própria vontade. De expressar o próprio desejo.

Não que seja errado ler uma pessoa e ter sua impressão. Tentar imaginar como seria o lugar do outro. Mas, sem perder a visão de que esse lugar é, ainda, seu. O risco, ao tentar se colocar no lugar do outro, ao tentar antecipar tanto a vontade do outro, ao tentar agradar tanto o que a sua mente leu de impressão do outro, é não dar espaço pra que o outro tenha a voz que é dele. É não dar espaço pra que o outro exista. É o tornar invisível. E lá o deixar.

Esse é um dos retratos da prepotência que o machismo perpetua. Do lugar que a pessoa se vê no direito de interferir na vida da outra com base em uma única perspectiva. A dela mesmo.

Preste atenção como você trata as mulheres ao seu redor. 

Se você as vê como pessoas, que assim como você, têm seus próprios lugares que ocupam no mundo. 

Se você respeita suas decisões.

Se você é capaz de ver, que exatamente uma mesma situação, pode ser interpretada de maneiras extremamente opostas por pessoas que tem visões de mundo diferente.

A morte pra uns é fim. Pra outros é começo.

O grito, pra uns é uma expressão. Pra outros, uma agressão.

E nós, mulheres, que possamos ser o que a gente quiser. Onde a gente quiser. Como a gente quiser. No lugar que a gente quiser. E que ninguém tire a nossa voz.

...

sábado, 30 de abril de 2022

sentidos.

não faz sentido só ter um sentido.

não faz nenhum sentido. 

ao mesmo tempo, parece que pra quem só vê um sentido, esse sentido é o todo. então, quando ele não é contemplado, é como se nada mais fizesse sentido praquela pessoa. 

quando a gente entende que existe mais de um sentido, você pode às vezes não se sentir contemplado por alguns, mas outros sim, e aí, como tudo na vida, a gente busca o equilíbrio das coisas que nos fazem sentido e das coisas que não. e entende que elas coexistem. 

mas se com quem a gente convive só tem um sentido, não dá pra negociar. não dá pra dialogar. não dá pra discordar. não dá pra fugir de nada que faça esse único sentido apagar. pq se ele deixa de existir, não existe mais nada. 


sábado, 4 de diciembre de 2021

rosivorter

oatne ohnirbos mu siam rahnag ouv