domingo, 23 de mayo de 2010

processing.

me peguei acordando às 16h30 do sábado, após ter ido dormir às 10h30 depois de um longo (e conturbado) plantão noturno de 12h. ainda na cama, sentada, parada, processava tudo o que passou. comigo, com eles, com ela, com os dela. com o mundo de cá e o mundo de lá.

não foi pelas horas, nem pelo turno, nem pelo cansaço físico. talvez até tenham contribuído ou influenciado em alguma parte daquele todo rol de acontecimentos seguidos, mas o que eu estava ainda processando ia muito além disso. ia até eu ficar sem saber, sem encontrar resposta. a medicina é assim, nossa compreensão é assim. eu sei que existe um infinito de informações a mais, que tudo o que eu vi ali, com certeza eu apreendi nem metade do todo que é, mas nós temos um limite. eu sei que depois de até onde eu vejo, existe muito mais, mas meu campo de visão não me permite passar pra mais adiante. até onde eu penso, até onde eu sinto, até onde eu sei, tudo uma hora se depara com o que não é o fim, mas não posso seguir além disso.

cheguei e rezei. acordei e rezei de novo. quem sabe meu espírito compreenda mais que eu, e mesmo que eu ainda tenha meu limite, que me transmita alguma sensação mais amena, e mais madura para compreender que não estamos sozinhos.

e ainda bem que aqui também não. é imensurável o quanto aprendo com aquelas que lá estão há um bom tempo no caminho. eu, engatinhando, vejo como se anda, e aprendo como é que se faz pra andar.

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