viernes, 11 de junio de 2021
doze de maio, insta, 21´.
viernes, 30 de abril de 2021
blink.
tem tantas coisas na minha cabeça pra organizar o primeiro post de 2021 que me falta critérios pra decidir. a interminável pandemia. as coisas que eu deixei por fazer que devia ter feito. as coisas que eu não fazia e hoje eu faço e inclusive reconheço (o que tb é uma coisa que não fazia). as pessoas que estavam e foram. as pessoas que não estavam e ficam. a vida num piscar de olhos. taí, gostei.
a vida num piscar de olhos.
trinta de abril de 2021. são dez da noite. comecei o dia já não fazendo coisas que eram pra fazer. (e depois de ter feito coisas que talvez eu não devesse ter feito). mas só abro o olho. vejo que é tarde e eu ainda tô com sono. acordo. sorrio sozinha. saio pelada do cobertor quentinho direto pro banho. tá frio. tô meio lenta. só termino de acordar com da água no cabelo e o cheiro do sabonete na minha pele.
sei que tô errada. e que não sei muitas coisas. mas uma coisa eu sei. que estou onde quero estar. e isso, pra cabeça de um ansioso, é incrivelmente alucinante. vc estar de verdade. ali naquele lugar e naquela hora. fazendo o que tá com vontade de fazer naquele lugar e naquela hora.
nem sempre essa sensação me acompanha em diferentes momentos de dia. alguns sim. e aí evito julgar. me deixo sentir.
e agora à noite, tô tentando lembrar de uma frase boa, mas não sei na verdade. mas quero dizer que quem tem amigos, tem tudo. que amizade é um amor que nunca morre. lembrei! era exatamente isso. obrigada por ser meu amigo. por serem minhas amigas. minha vida é incrivelmente mais colorida quando tem uma pitada de amigos no meu dia.
namastê.
sábado, 28 de noviembre de 2020
dolor.
uma das coisas mais difíceis da vida é viver.
a tia alzira dizia que estamos na faculdade terra. que estamos de viagem, de passagem, em uma realidade muito menor do que a gente conhece ou supõe existir. estamos de passagem sem saber da onde viemos e nem pra onde vamos. pra que possamos viver de verdade o presente na terra. se soubéssemos tudo que já vivemos, e tudo que talvez existe por viver, seria muito mais difícil não nos depararmos com as tristezas do ontem e o medo do amanhã.
aqui na terra, só no presente dessa passagem a gente já sente isso. esse dilema entre viver o hoje pensando no ontem e no amanhã. imagina com mais informação. não é fácil, nem um pouco fácil. eu tenho memórias desde criança. memórias de coisas que poucas pessoas sabem, acho que ele é uma das pessoas que mais sabe. mas só quem sabe tudo, e parte de tudo, sou eu. pq tem memórias que são só sentimentos e não fatos. é quando sentimos sem sabermos o porquê. tem algumas pessoas que parecem que temos mais sentimentos do que fatos. às vezes uma pessoa nos parece tão próxima sem que de fato sejamos próximas dela. e às vezes alguém tão perto, nos parece tão longe. ou de tanto que conhecíamos, que não conhecemos mais.
estar preparada pro pior que possa vir é algo que aprendi desde cedo. não sei como nem porquê. eu acho que eu tenho esperança. que tenho fé. que tenho coragem. mas sinto tanto medo que esqueço do que tenho. e acho sim, que o pior um dia chega. mais cedo ou mais tarde. por mais que coisas boas no meio do caminho diminuam nossa dor. ela vai aparecer. e vai te consumir. e vai te deixar não conseguir fazer mais nada.
la enfermera y la pandemia.
a criança com medo de ficar sozinha pq não podia ter acompanhante.
o pai ajoelhado a noite toda ao lado do seu berço sem saber se você ia acordar no dia seguinte e você não acordou.
quando a gente fecha a porta e põe biombo numa emergência vocês sabem que tem uma criança entre a vida e a morte.
olhar pra esse quadro me faz lembrar quem eu sou. e me faz lembrar que sou um ser humano. mortal. imperfeito.
era um pós plantão. os dias ultimamente tinham sido um pouco angustiantes.
toca o interfone, tem encomenda. tinha comprado um presente pra ele. e umas coisinhas aleatorias do site da china pra usar no plantão. desci, achando que era uma dessas coisas e talvez o presente tivesse chegado antes do tempo previsto. mas não, era uma caixa enorme. até olhei se não tava errado, mas meu nome e endereço tavam certos. subi. comecei a abrir. não parava de tirar embalagem e embalagem e nunca chegava. parecia criança que quer tirar logo a embalagem e não consegue. mal consegui abrir e puxar e tirar o quadro de dentro da embalagem. e chorei. e chorei. olhava a chorava.
lunes, 18 de mayo de 2020
diálogos a beira leito.
jueves, 7 de mayo de 2020
pasó.
e todo mundo reclamava.
hoje é um tempo diferente.
e todo mundo nostalgia aquele tempo.
eu não sei mais o que quero do ontem no amanhã.
o porquê do hoje não quero.
quero mais sim. mais tudo bem. mais é isso. mais pode ser. mais obrigada.
será que é querer muito?
